Experiências maternas: Crise no comportamento do bebê

O meu menino tem me desafiado muitas vezes, será uma crise no  seu comportamento? Veja como está sendo nossa experiência.

Ele não está impossível de lidar. Ele é um bebê saudável que bagunça e ama a liberdade de poder andar. Mas, tenho vivido situações que as vezes me tiram a paciência e outras são cômicas. Um dia desses ele querendo mecher no ventilador, que estava desconectado da tomada, mas como ele ainda não entende o perigo, independente de estar ligado ou não, o proibo de mecher, e eu disse a ele “tira a mão do ventilador, é perigoso”, o que você esperaria de um bebê de 1 ano e 2 meses? Birra? Choro? Não obedecer?

Não foi nada disso que ele fez. Ele colocou o pé no ventilador. Isso mesmo! Como se dissesse: não pode a mão? E o pé mamãe?

A minha reação foi quase de riso, mas me mantive na postura e disse, “o pé também não pode”. E foi aí que surgiu o estresse, como ele não me obedeceu, fui tirar ele de perto do ventilador, quando segurei no seu braço, na intenção de direciona-lo para outro lugar, o meu bebezinho tentou tirar a minha mão, com força, e gritou nervoso. Me tirou do sério, mas abaixei, olhei em seus olhos com firmeza, e o repreendi pela atitude, mas não adiantou. E porque essa atitude dele?

Ele ainda não controla sua emoções, e está aprendendo os limites. O mundo para ele gira em torno dele mesmo, e ainda não sabe lidar com o não, a frustração. O bebê nasce com seu sistema nervoso central imaturo, e por esse motivo em todo o seu crescimento observamos as “crises”. Temos que ter paciência para entender esse processo, pois, da mesma forma que ele aprende a sustentar a cabeça, depois a virar-se e a girar corpo, sustentar o corpo e sentar, engatinhar e por fim aprende a andar e essas etapas acontecem, naturalmente, apenas com estímulo, e não há maneiras de força-lo a pular etapas (e se forçar tem prejuízo no seu desenvolvimento motor), ele também aprenderá a lidar com as emoções, frustrações, entenderá os limites, basta a nós guiá-los. Essas crises no comportamento podem variar dos 18 meses até os 4 anos, chamados hoje de terrible two, ou adolescência do bebê, há quem diga ainda terrible tree, e é de criança para criança, algumas não passam por isso e outras podem adiantar ou prolongar. Cada criança é única.

Em outro dia, ele estava bebendo suco e depois que já estava satisfeito, começou a derramar o suco no chão de propósito, tirei da mão dele, e o alertei. No mesmo instante, ele pegou um carrinho e tacou no chão com força e ficou em alerta esperando minha reação, naquele dia, eu já havia deixado ele de “castigo”(o coloco sentado por um minuto, e ele fica, reclamando, mais fica, após explico o motivo e o abraço), e me tirou a paciência sua atitude. Portanto, contei até 10 mentalmente, guardei o suco, limpei o chão molhado, e ele permaneceu parado esperando uma reação, então pedi para que ele pegasse o carrinho do chão, e ele pegou, abaixei e o repreendi pela atitude e disse “o carrinho é de brincar, se você joga-lo assim, você ficará sem”, ele reagiu fazendo “vruum” com o carrinho e me deu um beijo.

Eu percebi, que sempre que o repreendo, ou tomo uma atitude nervosa, ele se reflete em mim. É difícil ter paciência sempre. Mas, nessa fase eles estão em pleno desenvolvimento neural, sua mente está assimilando o que é certo ou errado, até onde pode ir e principalmente aprendendo a lidar com suas emoções. E nossa atitude com eles, é basicamente o que eles tomam como exemplo.

Nosso papel é guiá-los para o que é certo, ensiná-los a respeitar o próximo e ajuda-los a lidar com as frustrações e limites. Pois, um adulto ansioso e que não sabe lidar com os nãos da vida, é normalmente reflexo desse período.

Desde cedo meu filho demonstra ter uma personalidade “forte”, ele sempre soube o que queria. E quando ele expressa descontentamento por alguma coisa, ou tenta me fazer ceder, é natural. Não espero e nem quero que ele aceite tudo e qualquer condição na vida, o que quero é ensinar limites, o que é certo, e os princípios que acredito que farão dele um adulto capaz de fazer boas escolhas e respeitar ao próximo.

Como tem sido com você e seus filhos nessas crises do desenvolvimento?

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Referências:

http://www.macetesdemae.com/2014/08/a-fase-dos-terrible-two.html/amp
Calkins, Susan D .; Williford, Amanda P. Barbarin, Oscar A. (Ed); Wasik, Barbara Hanna (Ed). (2009). Manual de desenvolvimento infantil e educação precoce: Pesquisa para a prática, (pp. 172-198). Nova Iorque, NY, EUA: Guilford Press, xv, 624 pp.

http://guiadobebe.uol.com.br/as-crises-do-primeiro-ano-de-vida-parte-4/
http://www.paisefilhos.com.br/crianca/os-terriveis-2-anos-saiba-o-que-esperar-da-fase-da-birra/

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