Gestação: DHEG (doença hipertensiva específica da gestação)

Na gestação devemos estar sempre​ atentas a sinais que possam significar alguma patologia, e uma doença que é muito comum na gestação é a Hipertensão (DHEG). A síndrome hipertensiva na gravidez é a principal causa de morte materna no Brasil e é uma das principais causas de parto prematuro.

A DHEG pode evoluir para uma pré-eclâmpsia e eclâmpsia, que são extremamente preocupantes, e por último e ainda mais grave a Síndrome de HELLP.

O diagnóstico da doença hipertensiva específica na gestação (DHEG) se da quando a pressão arterial da gestante é maior que 140x90mmhg apartir da 20° semana de gestação. Porém,  já é considerado DHEG se a gestante aumentar da sua pressão arterial antes a gestação, 30mmhg na pressão sistólica, pressão referente a força do sangue exercida nas artérias quando o coração​ se contrai, que é o número mais alto informado e 15  mmhg na diastólica referente ao relaxamento do coração e é o menor número informado, resumidamente.

📌Pré eclâmpsia (pode ser leve ou grave)

  •  Hipertensão
  • Edema (edema nas mãos, face e região lombo sacro são mais indicativas, nas primeiras semanas pode apresentar como ganho de peso igual ou maior há 500g/semana)
  • Proteinúria (proteína na urina, a Hipertensão afeta a função do rim)

📌Eclampsia

  • Afeta SNC (sistema nervoso central) da gestante, devido a anasarca (edema generalizado) pode haver edema agudo de pulmão, alterações visuais devido a edema no nervo óptico e ocasiona convulsões, e até o coma.

📌 Síndrome de HELLP

📎A Síndrome de HELLP é a complicação mais grave relacionado a DHEG e refere-se a H (hemólise: destruição de hemácias), EL (elevação das enzimas hepáticas) LP (baixo nível de plaquetas).

Tratamento

A única cura para as síndromes hipertensivas é o parto, portando o tratamento basea-se em anti-hipertensivos e repouso, e corticóides para o maturação dos pulmões do bebê em caso de parto prematuro antes de 34 semanas, com a finalidade de manter a gestação até que possa realizar o parto com menor risco materno/fetal.

Fator de risco para DHEG:

📍 Primeira gestação;

📍 Hipertensão prévia a gestação;

📍 Obesidade;

📍Antecedentes familiares;

Ainda não sabem especificar totalmente a fisiopatologia das DHEGs, mas é observado que ocorre por uma resposta imunológica a implantação  da placenta, portanto a única cura é o parto e mesmo assim os sintomas podem permanecer até a 12° semana após o parto.

Risco ao bebê

O risco ao bebê é falta de oxigenação e de suprimento nutricional que causa retardo no crescimento e até sofrimento fetal e prematuridade. E ainda, óbito fetal.

💡Alguns sinais de alerta após 20° semanas:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Dores no estômago;
  • Enxergar pontos de luz;
  • Cefaléia;
  • Edema em membros que não regride com repouso;

📣As informações aqui são apenas para orientação de forma resumida, a qualquer dúvida procure seu médico.

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Beijo

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2 comentários Adicione o seu

  1. Amanda disse:

    Te admiro como enfermeira, amiga e mãe. Amo vc

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    1. Você é suspeita amiga. Te amo ❤😘

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