Fase terrível, terrível fase: Ah o terrible two…

Meu filho ainda não chegou nessa fase, apesar do gênio forte. Mesmo assim, fui a fundo e pesquisei sobre o tal terrible two ou terrível dois anos (traduzido) e ainda conhecido por adolescência do bebê. Li diversos artigos de blogs e revistas, mas não achei artigos acadêmicos sobre o assunto, provavelmente porque começou a se falar sobre essa fase complicada que o bebê passa, recentemente, e as pesquisas estão ainda em inglês. 

Mas, farei um resumo de tudo que li e minhas considerações sobre o assunto. 

Quando a criança se aproxima dos dois anos até os seus 3 anos de idade, geralmente é quando surge esse novo temperamento, essa fase tão difícil, que deram o nome de terrível. Porém, sabe-se que é essa uma fase que ocorre nesta faixa de idade e pode adiantar ou se prolongar, passando dos 3 anos. 

Mas o que é o terrible two?

O ser humano está em constante aprendizado, eu que já sou adulta, ainda estou aprendendo sobre mim e a vida, o que dirá um bebê. Desde que o bebê nasce, ele vem aprendendo e descobrindo o mundo e a si mesmo. Ele se desenvolve fisicamente, aprende se comunicar, a se locomover, descobre-se único e percebe que a mãe e ele não são conectados. Toda essa fase acontece, geralmente, no primeiro ano de vida, mas o aprendizado não para por aí, claro. O terrível two, remeta-se a fase em que o bebê começa a desvendar seus sentimentos, se autoafirmar, descobrir suas próprias vontades e questionar as vontades dos pais, como na adolescência, mas com a grande diferença de ainda não saber lidar com seus sentimentos e claro, ser um bebê. Seu filho tranquilo, obediente, muda totalmente e torna-se uma criança que faz birra, que não aceita não, que se bate para chamar atenção ou bate em você. Ele está entendendo os limites – limites estes que vocês (nós) pais estão responsáveis em estabelecer, apesar da fase passar, ele não aprenderá sozinho. Nesta fase ele também está aprendendo a lidar com o sentimento de frustração e cabe a vocês (nós) pais ajudá-los a passar por essa isso, conduzindo-os e contornando as birras.

Todo bebê passará por esse fase?

Todo bebê vai procurar o sentido do não, o motivo do limite e questionar a autoridade dos pais, parecido com adolescência mesmo. Mas alguns passaram de forma mais intensas e outros serão mais tranquilos. E o nosso papel é guiá-los, orientá-los e ensiná-los os limites, com muita paciência. 

O terrible two e o adulto frustrado

Nós adultos passamos por frustrações diariamente, e saber lidar com essas situações não é para todo mundo. Às vezes vejo adultos que não sabem lidar com seus sentimentos e desistem facilmente diante de algum fracasso, ou entram em um estado de angústia, por não saber lidar. E este período chamado de terrible two tem total importância nesse processo, pois uma criança que não é ensinada a lidar com o não, dificilmente será um adulto que lidará bem com o fracasso. Portanto, é essencial que não cedamos as birras, mesmo diante do olhar de desprovação das pessoas de fora. A birra é pura falta de controle emocional diante de uma negação, é necessariamente o sentimento de frustração e passar por isso é preciso, pois, quando cedemos a uma birra, não permitimos que nossa criança reconheça seus sentimentos, entenda suas limitações e aprenda a lidar com o que está sentindo.

Terrible two de outro lado

Meu filho tem uma personalidade que considero forte, ou seja, ele sabe o que quer, insiste e dificilmente desiste diante de um impecilho. Mas, muitas vezes, sua personalidade testa a minha pouca paciência (que após a maternidade tem aumentado, gradualmente). Mas, entendo a importância de me manter tranquila diante de algo que considero errado que meu filho faça e ao mesmo tempo a me manter firme. Mas, preciso dizer, que não considero certo uma criança que acata tudo, sem questionar. Eu quero que meu filho nos questione sim (questione, mas não faça birra) sobre nossa decisões sobre ele, para que ele possa aprender a questionar o que ele considerar injusto como adulto. O que temos que aprender com o terrible two, é justamente respeitar o nosso filho e seus desejos. Não me entenda mal, vou explicar. 

Esperamos que nossos filhos quando adulto, não desistam diante um fracasso, que insistam nos seus sonhos e busque justiça se se sentirem injustiçados correto? 

Qual a diferença de uma criança que faz birra, chora, esperneia diante de uma decisão que não lhe agradou? 

Ela está procurando justiça, tentando se livrar da frustração de não conseguir o que desejava. Certo?

A diferença é que queremos que nossos filhos aprendam, que se jogar no chão, espernear, chorar, gritar ou agir com violência não resolve nossos problemas. Que é necessário merecer, trabalhar, ter paciência e respeitar regras. E estamos ensinando sobre respeito, limites e o que é certo. E principalmente, queremos que eles entendam que há tempo para tudo. 

Portanto, esse é o motivo que se faz necessário se manter firme diante uma birra, mas que também nos faz tomar cuidado em como agimos, pois, não podemos deixar de entender o outro lado. Essa fase é difícil, mas é de grande importância, é necessário paciência, é necessário muita conversa e preciso empatia. 

Lembre-se sua criança está com um turbilhão de sentimos que ela não conhece, ela está confusa. Seu filho está aprendendo que ele pode ir contra você, que ele tem vontades, mas ele ainda não sabe reconhecer todas elas. Seu bebê está tornando-se uma criança e precisa de apoio e paciência.

O que foi unânime em todos os textos que li é que é necessário ser firme e ter calma, e principalmente que vai passar. Vai passar tá bom? 

Beijo

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