Leite materno x Absorção de ferro

Após os 6 meses de aleitamento materno exclusivo, preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dentre outros orgãos importantes, iniciamos a introdução alimentar. Continuar com o aleitamento materno, apesar de ser uma escolha da mãe, é extremamente recomendado por todos os orgãos citados acima. O leite materno até um ano ainda é a principal fonte de nutrientes  para o bebê, e até 2 anos ele representa 50% da necessidade nutricional da criança.

Leia sobre o aleitamento materno em: Motivos para você insistir no aleitamento Materno 

Até os 6 meses de vida, bebês a termo e nascidos com peso adequado, possuem reserva de ferro suficiente para sua necessidade nutricional. Após esse período é necessário alimentação complementar para suprir a demanda de ferro.

Na introdução alimentar, existia o mito que o leite materno após as refeições diminuia a absorção de ferro dos alimentos. O que na verdade é totalmente ao contrário.

O LEITE MATERNO NÃO ATRAPALHA A ABSORÇÃO DE FERRO.

MAS, O LEITE DE VACA  sim atrapalha absorção de ferro. Qual a diferença?

Explicando de forma simples, o leite materno possui lactoferrina em maior quantidade que o leite de vaca, uma proteína que possui muitas funções, sendo uma delas a ação antimicrobiana, com função de sequestrar móleculas de ferro,  impedindo o crescimento de bactérias que necessitam deste nutriente para sobreviver. Com essa função, a lactoferrina também proporciona uma maior absorção de ferro pelo bebê. A lactoferrina é encontrada em maior quantidade no colostro e vai diminuindo conforme o leite se torna maduro. Além do mais, o leite materno é rico em vitamina C, nutriente que potencializa a absorção de ferro  não heme (encontrado nos vegetais)

OU SEJA MAMÃE, o peito após as refeições, não traz prejuíso ao seu bebê e sim vantagens.

CURIOSIDADE:

A concentração de lactoferrina varia amplamente, cerca de 5,0 a 6,7mg/mL no colostro e 0,1 a 2,6mg/mL no leite humano maduro. Em contraste, o leite de vaca contém teores inferiores de lactoferrina, com 0,83mg/mL no colostro e 0,09mg/mL no leite maduro (QUEIROZ, ASSIS, JÚNIOR, 2013).

LEITE MATERNO É VIDA!! AMAMENTE!

Mais sobre lactoferrina em:

QUEIROZ, ASSIS, JÚNIOR. Efeito protetor da lactoferrina humana no trato gastrintestinal. 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rpp/v31n1/16.pdf

 

 

 

 

 

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