Sobre introdução alimentar…

Eu não falei sobre introdução alimentar aqui no blog.

Acredito, que é difícil escrever sobre algo onde você não se sente segura. E a introdução alimentar do meu filho foi bem difícil para mim.

Mas, agora ele com 18 meses posso dizer que superamos essa fase.

Iniciei a introdução alimentar do meu filho com exato 6 meses, mas acredito que ele não estava preparado, para essa introdução, e eu estava cheia de expectativas, apesar de não assumir.

Como já disse aqui no blog, ele nasceu de 34 semanas. E no desenvolvimento do bebê prematuro, devemos sempre descontar esse mês que ele deveria ainda estar no útero. Fiz isso para tudo, ganho de peso, altura, desenvolvimento, e como ele superou todos esses marcos (já ficava sentado desde os 4 meses), iniciei a introdução alimentar com os exatos 6 meses de vida, e não os 6 meses corrigidos. E sem observar os sinais de que ele não estaria pronto para esse processo. Isso tudo eu digo agora, depois de analisar, porque para mim foi tão difícil a introdução de alimentos.

Bom, a dizer isso. A introdução alimentar não foi como eu esperava. Iniciei a princípio, da forma tradicional (papinhas) e colher, mas ele logo na primeira semana, entrou em desespero com a colher. Ele não podia vê-la que logo chorava.

Pesquisei, e comecei o método blw (baby led weaning) que basea-se na introdução alimentar guiada pelo bebê. Funcionou melhor para nós, mas ainda continuava tensa. Mas ele começou a mostrar interesse pelo alimento e tentar leva-lo a boca.

Mas, eu. A mãe por trás do cadeirão. Não aceitava que ele não comia nada (ele explorava os alimentos, mas não comia, ou pelo menos eu pensava isso). Minha insegurança, me domou. Fui a duas nutricionista, seguia todos os blogs sobre nutrição infantil. Lia e lia, mas nada apagava a angústia, que estava aqui dentro. Ele tinha comer.

Na minha criação, sempre aprendi que criança tinha que comer, e ele não comia. Nada. Só explorava, até quase 8 meses, apesar de seu coco estar cheio de pedacinhos de alimentos, eu não aceitava a quantidade que ele comia. Eu chorava, tentei papinha novamente, ele não quis. E para piorar, apesar de manter o aleitamento materno, ele não ganhava peso mais. Pensa em uma mãe desesperada, era eu. Mas com oito meses, tudo começou a mudar. E é engraçado, pois não foi nada que eu fiz. Acredito, revendo tudo agora, que foi quando ele se sentiu preparado para aceitar os alimentos. Ele começou a comer, pouco aos meus olhos, mas aceitava alguma coisa.

E a mãe cheia de expectativas, teve esperança. Mas se manteve crítica a quantidade que ele comia. Voltei a dar de colher, e ele aceitou dessa vez. Tudo isso, pois achava que ele comia pouco. E queria fazer ele comer mais. Pobre bebê dessa mãe desesperada.

Bom, ele começou a comer muito bem. Para minha alegria, comia de tudo. Mas tinha dias que ele trancava a boca, e eu tentava forçar. Pobre criança, de uma mãe cheia de expectativas.

Por volta dos 12 meses, ele ficou doentinho. E parou de comer novamente. Posso garantir a você, que foi só aí, que comecei a levar em consideração o que eu sabia, mas estava em negação. As vezes ele não queria comer comida. Tem dias que nós ficamos assim, também não queremos comer.

Eu percebi, que a quantidade é ele quem sabe. Eu sei o quanto me deixa satisfeita. Ele também.

Eu lembrei, que qualidade é melhor que quantidade. E como sempre ofertei alimento de verdade e variado, ele comeria o necessário.
E foi então, que voltamos com o blw. E ele amou. Sempre deixei, neste processo todo, ele pegar o alimento e explorar. Mas sempre estive no controle. Desta vez deixei ele sobre o controle. E tudo ficou mais leve…

Teve um período que ele odiou o cadeirão, que ele odiou a colher. Que ele odiou se alimentar.

E hoje quando coloco o prato no cadeirão, ele vem correndo de alegria. Aceita a colher, come até de garfo (ele come sozinho)…

Tudo isso, mudou quando eu deixei ele no controle de sua alimentação.
Ele não come muito, ele come o suficiente, para seu desenvolvimento.

Um bebê sobre o controle de sua alimentação vai escolher só guloseimas? Ele não vai comer comida!

Isso não é verdade. O nosso papel na introdução alimentar, é oferecer alimentos de verdade. Comida de verdade. E eles vão comer o que você oferecer. É aí que está a diferença.

Meu filho é um bebê escolhetivo (termo para substituir seletivo), tem dias que não tem comido arroz e feijão. Hoje estava com pouco tempo para preparar o almoço e pouca opção. Fiz bolinho de arroz e cenoura assado, feijão preto, salada de pepino e frango com batata e cenoura.

Parece que ele não comeu nada. Mas comeu quase todo o pepino, um bolinho de arroz, toda a cenoura e metade dos frango. Para ele foi suficiente.

Hoje o momento de refeição é feliz e tranquilo. E eu aprendi a lição.

Ele soube o quanto era suficiente para ele até os 6 meses com aleitamento materno exclusivo. E porque agora eu quero decidir por ele?

Beijos

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