A difícil decisão de retomar a profissão após a maternidade…

Sempre quis ser mãe. E agora sou. E para mim é a experiência mais emocionante, gratificante, apaixonante e exaustiva que alguém pode ter. Eu sempre quis poder ficar com ele em casa. E estou aqui. Pausei minha profissão, minha vida acadêmica, me dedico 24 horas por dia a essa tarefa. Pois, para mim, é a tarefa mais importante que alguém pode ter. Criar e cuidar de uma pessoa em desenvolvimento, essa pessoa que amo tanto. Porém, já fazem 1 ano e 7 meses que vivo essa vida intensamente. E tenho me sentido culpada por sentir necessidade de retomar a profissão e encarar a realidade de muitas mães, que não tiveram a escolha de poder ficar com o filho. Eu tenho a opção de permanecer em casa com ele. Dinheiro não é tudo, e para mim é o menos importante. Mas, eu sinto saudade de mim. Sou mãe e esposa em tempo integral. E nada além disso. Eu não quero ter que me explicar. Eu não queria me sentir assim. Mas, toda vez que penso em voltar a trabalhar, me culpo e desisto. Acho injusto com meu filho, ter de ficar longe de mim boa parte do dia. E é o meu papel e do pai dele (mas, alguém tem que trabalhar fora) estar presente, educar, e se dedicar a sua formação. Mas, será que é tão errado assim ele estar aos cuidados de outra pessoa por um período no dia para que eu possa me dedicar a algo? Pois eu me sinto assim, só de pensar. Totalmente errada.

Estou presa a um rotina, mas é parte de ser mãe. Há maravilhas na maternidade, e não troco por nada cada minuto que me dedico ao meu filho. Não me arrependo de ter pausado minha profissão, para ficar com ele. Ele é e sempre será minha prioridade. Mas, após esse tempo sendo mãe em tempo integral. Acredito que parte de mim, desapareceu. Pois, sou mãe e esposa. Mas antes era enfermeira e estudante. E essas duas partes se perderam nesse processo. E sinto falta, preciso me sentir completa. E sei, que essa necessidade vem de querer o melhor para meu filho. Pois, ele precisa de uma mãe inteira, que esteja com ele por completo. Sem sentir falta do que deixou. Não quero que pensem que não fui feliz em estar com ele e me dedicar a ele. Pois sou e fui feliz a ponto de transbordar por causa da vida dele. Sou grata, por estar presente desde o seu acordar, até ele dormir. Sou abençoada por poder ter a chance de ter ele. E tudo que eu fizer sempre será por meu filho. Eu só não queria me culpar, por ter que dedicar um tempo somente para mim. E parar de ser julgada e me julgar por me sentir assim. Quando será que sentirei que é a hora certa de retornar a profissão? Será que existe momento certo nesta intensa vida dedicada a maternidade?

Será que há solução para essa mãe confusa?

Mas alguém se sentindo assim?

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